
à semelhança do que se passou em Julho.
Hoje de manhã, a caminho do Centro, o Principezinho adormeceu profundamente (o que não é NADA normal com tráfego intenso, como estava)... eu estava talvez mais atenta do que o habitual e medindo as saturações de oxigénio, porque ele acordou com as secreções mais espessas e quando assim é, necessita de mais nebulizações a O2, cinesioterapia respiratória e com as pressas da manhã, não conseguimos fazer tudo como deve ser...
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A determinada altura olho para ele e estava já a ficar transparente - nem cianótico estava! Estava mesmo branco-quase-transparente. Chamei-o e ele semi-abriu os olhos mas não os mexeu. Sem reacção. Não me apercebi de alterações do tónus muscular. Liguei o oxímetro e deu uma leitura de 24% SpO2... desceu aos 18% SpO2...
Os meus olhos não queriam acreditar - nem os do pai Pinguim, que entretanto parara o carro na berma da 2ªcircular!
Liguei o oxigénio a 6 lts e aos poucos, foi aumentando as saturações e recuperando a consciência (se é que ele a perdeu...) ou pelo menos ficando reactivo.
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Decidimos seguir até ao Centro (a hipótese de ir a correr para o hospital nem foi verbalizada, apesar de ser a nossa vontade, mas temos MESMO que evitar o meio hospitalar!).
Não entrou logo para a sala, ficou um pouco cá fora comigo enquanto eu contava à enfermeira o que se tinha passado e enquanto isso observávamos as reacções dele - o que me ajudou a decidir em deixá-lo participar nas actividades. Estabilizou, apesar de ter ficando extremamente cansado, mas demonstrou vontade em ir para a sala ter com os seus novos colegas.
Durante a manhã fomos sendo informados do seu estado, obviamente...
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Se já nos tínhamos assustado e fiacdo apreensivos com os valores das oximetrias das duas últimas crises convulsivas, como reagir a esta? O que poderemos esperar daqui?
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Para começar, de cada vez que tem uma crise convulsiva apresenta sinais diferentes...
Depois, está devidamente medicado e é considerada uma Epilepsia controlada... mas volta e meia dá-nos estes sustos!
Depois...
Sei que os outros pais nzão têm oxímetros em casa que lhes permita fazer leituras concretas deste tipo de situações, mas nós temos devido à Doença Pulmonar e por isso estamos sempre a controlar e assustámo-nos da última vez...
A Pneumonologista "descansou-nos" em Julho ao explicar o seguinte:
- Qualquer pessoa com uma crise convulsiva faz paragem respiratória (atenção: paragem respiratória NÃO é a mesma coisa que paragem cardio-respiratória!), durante uns segundos, só que ninguém se apercebe disso;
- A paragem respiratória dá-se quando se atingem os 40%SpO2. Neste instante o centro respiratório faz uma espécie de reset (reinício do sistema) e começa a bombear oxigénio automaticamente até "entrar nos eixos", digamos assim...
O meu filho hoje "ultrapassou" esta barreira dos 40%SpO2...
Falta uma semana para a consulta com a Pneumo e duas para o Neuro...
Será que vão adiantar de alguma coisa?!?