
Antes de mais, agradeço a todos que expressaram os seus votos de melhoras ao Principezinho e as palavras de apoio.
É verdade que pouco ou nada podem fazer na realidade, nem mesmo nós - pais - podemos...
Podemos apenas continuar a fazer o que fazemos até aqui: sermos Cuidadores, atentos, pacientes, serenos e alegres q.b.
Sei que provavelmente toquei no ponto fraco de alguns progenitores quando escrevi o post passado. Mas é verdade.
Raros são os que conseguem compreender o que é sentir a VIDA do seu próprio filho.
Compreender como a vida é frágil.
Sentir.
Sentir a própria vida a pulsar. Sentir a vida do mais admirável SER que é o filho gerado.
E senti-la a desvanecer, sem podermos fazer mais por ela.
Lutar mais... Como, se não há como?!?
Ninguém pode saber quanto tempo viverá. Ninguém sabe o dia de amanhã.
Mas nós sabemos que o risco de vida daquele que é o nosso TUDO anda "na corda bamba" a cada infecção.
Ninguém nos garante que a doença regrida com a tempo ou com a mudança de idade...
Certeza é que estas infecções de repetição serão frequentes.
Outra certeza é que temos que saber lidar com a doença. Mesmo que isso implique períodos de cansaço extremos (que só começamos a sentir efectivamente quando ele começa a melhorar e a nossa adrenalina começa a baixar). Mesmo que isso implique não termos paciência para as outras pessoas, a não ser para ele... Afinal de contas é ele quem mais precisa de nós.
Mas sim, graças a Deus, o nosso filho é Feliz.
Assim que começa a sentir-se com mais forças, rasga o seu sorriso e oferece-o de bom grado a todos e por qualquer motivo!
E isso faz-nos felizes e gratos.
Desta vez, fugimos (literalmente) do hospital.
Optámos por ir ao médico particular (por sabermos que ele tem experiência de intensivista e confiarmos não só nas suas capacidades médicas, mas também na sua empatia e sensibilidade).
Esteve por um fio (o internamento). E desta vez eu não iria refutar a decisão médica...
Além do antibiótico fez uma dose extraordinária de corticóides orais.
O principal efeito secundário adverso deste tipo de corticóides é a susceptibilidade aumentada a infecções (consequente enfraquecimento do sistema imunitário).
Por este motivo, agora não pode frequentar o infantário, nem a piscina ou outros locais que sejam frequentados por muitas pessoas. Devemos evitar as visitas. Mas podemos e devemos dar passeios ao ar livre, mesmo apesar do frio!
Todos os dias olha para a fotografia dos amigos e pede para ir ao infantário.
Hoje já foi à UTAAC e já deu para "matar as saudades" do JP!
Está agora aqui, ao meu lado, alegre a contar o que fez na sessão de hoje.
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