quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Mimos, mimos e mais mimos!

O Principezinho cresce, em Graça e Sabedoria!
Ganhou um ar de rapazote, controla melhor os movimentos, diz que sim com a cabeça, tem um sentido de humor cada vez mais refinado!
Quando me vinha embora fez um beicinho, que me deixou completamente derretida, para me pedir para ficar mais um bocadinho. Deu-me aquele colinho que só ele sabe dar, com umas festinhas lentas, cuidadosas que me deixaram literalmente a ronronar.

Hum, há lá nada melhor!

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

(Instituições) Faz-de-Conta


Hoje tive mais uma prova que vivemos no País do faz-de-conta.

A Terapeuta(TO) do Principezinho começou assim a conversa:

TO - S., tenho que falar consigo acerca de uma situação chata...
S. - Não me diga que, afinal, em vez das 2 horas semanais que tínhamos combinado para este ano lectivo, já só vai poder disponibilizar uma?!?

TO - Quem é que lhe disse?
S. - Ninguém. Tenho um dedo que adivinha... Situação chata, que eu não vou gostar, consigo, SÓ podia ser isto!

Os motivos ultrapassam a boa vontade da TO. Questões burocráticas e questões que envolvem e dependem de uma equipa de intervenção precoce centralizada nas preocupações egocêntricas de cada técnica. Pura e simplesmente.

Além dos motivos acima referidos, referiram isto:
O JM já tem muitos apoios: UTAAC, Piscina e terá TF...

Esclarecimentos:
1. O JM frequenta a UTAAC porque os pais "se mexeram" e informaram e pediram avaliação e ele entrou de acordo com as suas capacidades cognitivas. A UTAAC é um organismo à parte do Centro de Paralisia Cerebral e muito mais à parte ainda da Cooperativa que "faz-de-conta" que segue o JM através do Serviço de Intervenção Precoce.
2. O JM iniciou há 2 semanas a piscina, mas é 1 hora/semana PARTICULAR!
3. O JM será avaliado por um TF, supostamente para iniciar treino de alimentação, no PARTICULAR, porque há 3 anos que aguarda a vaga do SIP!

E apenas os que passam pelo mesmo podem fazer ideia dos sacrifícios que fazemos para que os nossos filhos tenham aquilo a que têm direito.

Não tem qualquer Fisioterapia e não tem Terapia Ocupacional (além da que lhe é prestada por esta terapeuta).

Não dá de vontade de mandar tudo ao ar e perder a cabeça por uns momentos?!?

O que é UMA HORA DE TERAPIA POR SEMANA?

Antes destes "Técnicos" terminarem os respectivos cursos e irem para o mercado de trabalho, deveria ser-lhes feito testes de aptidão PESSOAL E HUMANITÁRIA.

Como diz o pai do Principezinho: o problema é que muitos deste técnicos são "talhantes"!
(com todo o respeito pelo "meu" talhante, Sr. Nunes!)

Infelizmente é verdade... Não escrevo isto apenas por causa desta situação com o Principezinho, mas também por outras que já tive conhecimento.

Andamos um passo para a frente e dois para trás.

É triste e é desesperador.
Por vezes sentimo-nos como se estivéssemos numa densa floresta negra, à procura de uma luz que nos indique o caminho... e a luz extingue-se a cada passo.

domingo, 12 de outubro de 2008

Na estante do Cucu (6)

Esta semana a sugestão é um livro ternurento que nos mostra como a autora imagina as brincadeiras dos Anjos no céu. Faz-nos querer sermos Anjinhos...
«Quando está vento, é porque está um Anjo a soprar a vela do seu bolo de aniversário»

Título: Anjos
Autoria e Ilustração: Carla Antunes
Edições Nova Gaia
Para conhecerem mais trabalhos da mesma autora cliquem AQUI.
*

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Perfeição de Deus

Durante um jantar de uma obra de caridade, o pai de uma criança deficiente mental apresentou um discurso inesquecível:
«Diz-se que Deus tudo faz com perfeição… Onde está a perfeição de Shay, o meu filho?
O meu filho não consegue compreender as coisas como as outras crianças. O meu filho não se pode divertir como as outras crianças… Onde está então a perfeição de Deus?
Eu acredito que ao criar uma criança deficiente como o meu filho, a perfeição que procuramos em Deus estará na forma como reagimos a esta criança…
Vou contar-vos uma pequena história para justificar a minha proposta.

Uma tarde, Shay e eu andávamos a passear num parque onde se encontravam uns rapazes a jogar Baseball.
Shay virou-se para mim e perguntou: "Pai, achas que eles me deixam jogar?"
Eu sabia que Shay não era propriamente o género de parceiro que os rapazes normalmente procuram, mas mesmo assim ainda tive esperança que deixassem o Shay "fazer uma perninha"... Assim, perguntei a um dos jogadores em campo se seria possível deixar o Shay participar só um pouco…
O jogador reflectiu um bocadinho e disse :
"Estamos a perder por seis pontos e vamos na oitava mão, portanto acho que ele pode entrar na equipa porque temos sempre a oportunidade de recuperar na nona volta".

Shay deu um enorme suspiro!
Disseram ao Shay para calçar a sua luva e tomar posição.
Já no fim da oitava mão, a equipa de Shay marcou alguns pontos mas continuou a uma distância de três pontos. No fim da nona mão, a equipa de Shay ganhou ainda um ponto, mas continuou, ainda assim, com um atraso de dois pontos mas ainda dispondo de uma chance de compor a partida…

Para espanto de todos, deram ao Shay o bastão!
Todos sabíamos ser impossível ele ganhar, pois o Shay não fazia ideia de como fazer a batida, nem como direccionar uma bola.
Logo que Shay se colocou na zona de recepção (base), o lançador avançou alguns passos e atirou a bola com toda a suavidade de forma a que Shay conseguisse ao menos tocar-lhe com o bastão.
Shay bateu pesadamente no primeiro lance, mas sem sucesso!
Um dos parceiros veio em sua ajuda e os dois agarraram no bastão, aguardando o próximo lançamento. O lançador avança de novo e torna a atirar a bola ligeiramente para Shay.

Com o seu equipamento e com a ajuda, Shay bate na bola, mas possibilitando a retoma pelo lançador . Poderia este ter, facilmente, lançado a bola à primeira base, eliminando Shay e o jogo
terminava por aí!
Mas não! O lançador atirou a bola de tal forma alto que aquela caísse bem longe da base.
Toda a gente desatou a gritar : "Corre para a base, Shay! Corre para a primeira base!!!"
Nunca ele tinha tido a oportunidade de correr para uma primeira base!
Shay galopou ao longo da linha de fundo, completamente espantado!
Quando chegou à primeira base, um dos adversários tinha já a bola na mão direita; ele poderia facilmente lançá-la à segunda base, o que de imediato eliminaria o Shay que continuava a correr. Pois, mas ele lançou a bola por cima da terceira base e mais uma vez todos desataram a gritar:
"Corre para a segunda! Corre para a segunda !!!"
Os batedores à frente de Shay aproximam-se da segunda base, o adversário dirige-se para a terceira base e exclama : "Corre para a terceira!"
Quando Shay passa pela terceira, os jovens das das duas equipas começam a gritar:
"Corre o circuito todo, Shay !!!"

Shay completa o circuito, até à zona da recepção E os jogadores pegam-no em ombros. Shay é um herói !!!!
Ele acaba de fazer um grande « Slam » e de ganhar o desafio para a sua equipa.

Nesse dia (lá continuou o seu pai, lavado nas lágrimas que lhe corriam pelos olhos), estes 18 rapazes atingiram o seu próprio nível da perfeição de Deus. »
***

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Acerca da Educação Especial



Hoje irá para o ar a reportagem da TVI feita com base no assunto do último post.


Às 13h e com sorte às 20h.


*

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

A REALIDADE DA EDUCAÇÃO ESPECIAL

CAROS AMIGOS(AS) E OUTROS VISITANTES,
PUBLICO AQUI A CARTA DE UMA MÃE-ESPECIAL, COMO FORMA DE CONSCIENTIZAÇÃO DA VERDADEIRA REALIDADE DO ESTADO DA EDUCAÇÃO QUE SE QUER INCLUSIVA E DE DIREITOS IGUAIS:
Assunto: Falta de Educadoras de Educação Especial no Programa de Intervenção Precoce no Agrupamento da Alapraia - Estoril
Exmos. Senhores,
Chamo-me Cláudia e sou mãe do Guilherme que nasceu a 18 de Abril de 2006.
O Guilherme à nascença fez uma Encefalopatia Hipóxico Isquémica Grau I, pelo que aos 6 meses de idade foi-lhe diagnosticado Paralisia Cerebral (Hemiparésia Lateral Direita) que lhe afectou a nível motor, assim como o seu desenvolvimento cognitivo. A partir dessa idade iniciamos uma longa caminhada para a reabilitação do Guilherme através de sessões de Fisioterapia, sessões de Hidroterapia e sessões de Terapia Ocupacional.
No início do Ano de 2008 e após ter conhecimento do Programa de Intervenção Precoce, referenciei o Guilherme no Centro de Saúde de Cascais.
No dia 20 de Fevereiro de 2008 o meu filho foi sujeito a uma Avaliação do Desenvolvimento Global de acordo com “The Schedule of Growing Skils”, por 1 Terapeuta e por 2 Educadoras.
Segundo a Avaliação o meu filho apresenta em algumas áreas, um perfil de desenvolvimento abaixo dos parâmetros normais para a sua idade, nomeadamente na cognição, fala, linguagem e visão.
Nesta sequência o Guilherme foi inserido no Programa de Intervenção Precoce no Agrupamento da Alapraia, tendo o apoio de uma Educadora do Ensino Especial.
Iniciámos as sessões com a Educadora no 3.º Período Escolar, tendo o meu filho apoio domiciliário 4h por semana repartidos por 2 dias.No final do período Escolar, a Educadora elaborou um Relatório Final onde concluiu que: “O Guilherme é uma criança com Hemiparésia Lateral Direita com sequelas desde a nascença e um consequente atraso significativo. Devido à sua problemática, faz as suas aquisições de forma mais lenta. Apresenta um atraso bastante acentuado nas funções da fala com dificuldade em articular. Verbaliza muito pouco, com reproduções de sons intencionais, repetitivos e por imitação, demonstrando um ritmo inconstante na fluência e ritmo da fala. Nas funções mentais específicas, revela dificuldades acentuadas nas funções de atenção, nas funções psicomotoras e nas funções mentais da linguagem, pelo que se considera que a continuidade do Apoio da Intervenção Precoce é imprescindível para esta criança e para o seu melhor desenvolvimento.”
Todo o processo do meu filho foi devidamente encaminhado pela Escola – Agrupamento da Alapraia para as Entidades Competentes.
No início do presente Ano Lectivo (15 de Setembro de 2008) entrei em contacto com o Departamento de Educação Especial/Intervenção Precoce onde fui informada que até à presente data o meu filho não tinha ainda uma Educadora designada.
Esta situação devia-se ao facto do Agrupamento da Alapraia ter solicitado à DREL a colocação de 7 Educadoras (o mesmo número do ano anterior) e até à data só ter sido colocada 1.
Aconselharam-me nessa altura para entrar em contacto com a DREL com o Departamento de Educação Especial e expor a minha situação.
Nesse mesmo dia consegui contactar a DREL que contactou o nosso Agrupamento tendo o mesmo confirmado a situação, ainda só tinham 1 Educadora colocada, quando tinham solicitado 7.
Informaram-me ainda que a presente situação passava pela Direcção Geral de Recursos Humanos a Educação, pois seria este Departamento que promove a colocação de Professores pelo que deveria aguardar até ao final do mês de Setembro, altura esta em que se pensava que a situação estivesse solucionada.
Hoje e visto estarmos a chegar ao final do mês de Setembro, entrei em contacto novamente com o Agrupamento da Alapraia e qual não foi o meu espanto quando fui informada pela Direcção do Departamento de Educação Especial que a situação se mantinha, continuando a existir somente 1 Educadora das 7 solicitadas à Direcção Geral de Recursos Humanos a Educação.
Face ao exposto:
· O meu filho continua sem Apoio Educativo, não existindo qualquer previsão para o início do mesmo;
· Cerca de 60 crianças, pertencentes a este Agrupamento, com necessidades Educativas Especiais não têm Apoio Educativo por falta de colocação das Educadoras necessárias.Estranhamente constato que a Educadora que acompanhava o meu filho encontra-se no Fundo de Desemprego, não tendo sido ainda colocada em nenhuma Escola.
Perante tal situação a minha revolta é enorme em pensar que:
· Afinal não somos todos iguais;
· Afinal não temos todos as mesmas oportunidades;
Afinal existem diferenças, entre as crianças normais e as crianças com necessidades Educativas Especiais, apesar do nosso Estado dizer o contrário, sim porque o Ano Lectivo iniciou em 15 de Setembro de 2008, mas foi só para alguns, contrariando o disposto no art.º 23 da Convenção sobre os Direitos da Criança, que diz: “No caso de seres deficiente, tens direito a cuidados e educação especiais, que te ajudem a crescer do mesmo modo que as outras crianças.”
A revolta que a Claúdia sente é sentida também por nós.
*

domingo, 5 de outubro de 2008

Doentito... outra vez

Fui-me abaixo outra vez...
Febre que aparece do nada;
Saturações baixas;
Hiper-secreções;
Estado sub-febril;
Necessidade de aerossóis constantes para evitar a colocação das sondas nasais para receber O2...
Soa-me a mais uma infecção respiratória!
O que é uma grande chatice: mal fiz duas semanas de actividades e já estou neste estado.
Aaaarrrrggggghhhhhhhhhh!
*

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

O regresso à Hidroterapia



Foi na passada quarta-feira que o Principezinho voltou às sessões de Hidroterapia.
Estava entusiasmado por ir para a piscina e também por saber que a terapeuta F. ia estar lá.
Delícia das delícias. O útil e o agradável.
A "Ti Mari'Maluca" desta vez vai ser parte activa numa das terapias.

É, para mim, um privilégio e uma alegria.
Um privilégio por me sentir útil e por sentir que contribuo para a recuperação da minha bomboca (Principezinho para o indivíduo comum), e uma alegria porque todo o tempo que passo com ele, é um ganho.
A sessão decorreu bem. A minha bomboca estava no seu mundo! Água, bolas e pessoas de quem ele gosta! Como disse a terapeuta F. : "Só falta aqui um volante na piscina para ele estar no paraíso!".
Aprender é uma constante, especialmente com ele. Após entender o que a terapeuta F. queria que eu fizesse e como, senti-me mais à vontade e segura para explorar as possibilidades de o fazer atingir esses objectivos. Uma vez bem seguro na bóia, na posição certa, e eu sem medo, foi fácil estimular a minha bomboca com um dos seus imaginários favoritos: que ele é o Cristiano Ronaldo e que vai marcar um golo!
Entre gargalhadas e brincadeiras a minha bomboca vai esperneando, bracejando e melhorando movimentos.
Comparando a postura dele no início da sessão com a do final, o balanço é positivo e esperançoso!

terça-feira, 30 de setembro de 2008

E o tempo passa!

Já vai fazer 5 meses desde a última vez que vi o meu Cucu, ao vivo e a cores.
Vi-o outro dia através da webcam (Mãe Sisa toca a arranjar uma melhor) e mesmo não tendo uma imagem nítida deu para ver progressos e crescimento. O meu Cucu está um menino crescido. Menino, já perdeu as feições de "bébé", um rapazote!

Para quem o viu nalgumas situações periclitantes de saúde, foi acompanhando o processo (em que algumas vezes os médicos eram somente sinal de desesperança) vê-lo assim é um milagre. Um milagre que foi construído por avanços e recuos, e muito à custa dos incansáveis esforços da família que o rodeia.

Por isso e muito mais, é bom acreditar que a vida vale a pena!

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Método ABA (Crianças com Autismo)


Esta semana abriu a primeira escola para crianças com Autismo, em Almada.
É uma filial da escola ABC Real dos EUA que utilizará o método Applied Behavior Analysis (ABA) e funciona no Colégio Campo das Flores.

Encontrarão um link para a reportagem que a SIC fez a este respeito aqui ao lado (PARA VER OU REVER...).
São apenas alguns exemplos do que as famílias precisam fazer, por conta própria, sem qualquer tipo de apoio do estado português, para que os seus filhos tenham efectivamente aquilo a que têm direito!

Sítio da Escola ABA em Portugal.
Outro artigo acerca do mesmo colégio aqui.
**

sábado, 27 de setembro de 2008

Resumo do dia

Hoje foi dia de...
abracinhos!
*****
Esta imagem chama-se "Anjo da Ternura".
Apaixonei-me por ela assim que a vi, pois era assim que eu desejava que o meu filho se sentisse sempre (ainda ele estava no meu ventre): ternamente seguro, carinhosamente apoiado e principalmente muito amado.
Tem tudo a ver connosco!
E hoje foi, basicamente assim, que passámos grande parte do dia...
*

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Ritmo de Infantário


O Principezinho anda estafado!

Apesar de ainda frequentar o infantário em part-time, o ritmo já se faz sentir no corpinho frágil do meu pequenote.

Mas anda feliz e isso é o mais importante.

Graças ao bom tempo que se faz sentir, temos ido sempre a pé, aproveitando o ar e os raios de sol da manhã. É sempre um passeio que ele gosta muito. Vamos sempre pelo mesmo caminho (que ele já conhece tão bem) e por isso já temos até uma rotina a meio: acariciar uma determinada árvore, que é chamada "a árvore do JM". Se eu vou com mais pressa ou distraída e passo na árvore sem parar para ele fazer a festinha do dia, ele dá logo sinal, como quem diz: "Então?!? Estás a esquecer-te?!?!"
Engraçado ver a cara de surpresa dele ao vermos que está a nascer um raminho minúsculo a meio do tronco! Olhou para cima - para os outros ramos - e depois olhou para mim e sorriu.
HOJE passei a manhã no infantário em reuniões...
Finalmente conheci a Educadora de Ensino Especial que dará o apoio ao Principezinho.
À partida parece-me uma pessoa muito interessada e empenhada em inteirar-se de todos os pormenores importantes da vida dele, em criar um elo com a Educadora M. (da sala) e em conhecer também a Terapeuta Ocupacional, de forma a que todos os apoios que ele tenha tenham ligação.
Contudo esta reunião foi interrompida porque havia outra mãe à espera de se reunir com ela que estava com pressa, por isso ficaram alguns assuntos por falar, que resolveremos mais tarde.
A outra reunião foi com um Terapeuta da Fala que estava presente por causa de outra criança e eu, aproveitei a deixa, e pedi-lhe para fazer uma avaliação do caso do Principezinho e indagar acerca dos preços praticados, da possibilidade de pedir subsidio, etc.
Ele já conhecia o caso do meu filho e o meu!
Isto quer dizer que já sou referenciada em reuniões de grupo...
Afinal ele estagiou no serviço de Intervenção Precoce que acompanha o Principezinho, por isso é que nos reconheceu assim que identificou o caso.
Aguardo então o esclarecimento de algumas questões para decidir se podemos avançar para a Terapia da Fala, começando com treino de alimentação que ele tanto precisa!
O ponto-comum de todos os técnicos é quererem que o Principezinho tenha uma boa recuperação ou, pelo menos, consiga adquirir uma estabilidade pulmonar suficiente para frequentar o infantário mais tempo e de uma forma mais regular para que tenha o maior aproveitamento possível. Também eu!
Às vezes (a maior parte) sinto uma grande inquietação porque as coisas não correm como esperávamos, ou porque andam muito devagar e eu sou apressada e exigente e perfeccionista...
Tenho que me esforçar e aprender a ser mais paciente.
«Não julgue cada dia pela colheita que você faz,
mas sim pelas sementes que você planta»
Robert Louis Stevenson


segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Na estante do Cucu (5)




A "saga" do João porcalhão continua!!!
Se o primeiro jé era engraçadíssimo, este é completamente hilariante.
É impossível haver alguém indiferente a este livro!

«O João gosta de dar puns.
Quando isto acontece, a mãe zanga-se, o pai fica envergonhado, a avó enerva-se e a irmã ofende-se a sério.
Mas todos eles têm um segredo e o João sabe muito bem qual é!...»


A crítica de Ana Garcia Martins (in Capital e disponível aqui) está perfeita!

Título: Oh, João! Foste tu, porcalhão?
Autor: David Roberts
Edição: Dinalivro



Boa leitura!!!!

***

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Alguém disse...


Alguém disse
Que um filho está no ventre durante nove meses.
Esse alguém não sabe que um filho está no coração por toda a vida.

Alguém disse
Que seis semanas depois de se dar à luz se volta à normalidade.
Esse alguém não sabe que depois de se dar à luz não existe normalidade.

Alguém disse
Que se aprende a ser mãe instintivamente.
Esse alguém nunca foi às compras com uma criança de três anos.

Alguém disse
Que “bons pais” fazem “bons filhos”.
Esse alguém pensa que as crianças vêm com manual de instruções e garantia.

Alguém disse
Que as “boas” mães nunca gritam.
Esse alguém nunca viu o filho a partir a janela do vizinho com a bola.

Alguém disse
Que não se pode amar o quarto filho como o primeiro.
Esse alguém não teve quatro filhos.

Alguém disse
Que não se pode encontrar nos livros todas as respostas às perguntas sobre como criar filhos.
Esse alguém nunca teve um filho que meteu um feijão no nariz.

Alguém disse
Que o mais difícil de se ser mãe é o parto.
Esse alguém nunca deixou o filho no primeiro dia de creche.

Alguém disse
Que uma mãe pode fazer o seu trabalho com os olhos fechados e uma mão atada atrás das costas. Esse alguém nunca organizou uma festa de aniversário para a sua filha.

Alguém disse
Que uma mãe pode deixar de se preocupar com os filhos quando se casam.
Esse alguém não sabe que o casamento agrega genros e noras ao coração de uma mãe.

Alguém disse
Que o trabalho de uma mãe termina quando o último filho sai de casa.
Esse alguém não tem netos.

Alguém disse
Que uma mãe sabe que o seu filho a ama, por isso não é necessário dizer-lhe.
Esse alguém não é mãe.

Autor desconhecido

***

O Estado da Educação Especial

Apesar das boas expectativas apresentadas pelo governo relativamente ao novo sistema imposto pelo Decreto-Lei 3/2008, a realidade é bem diferente como temos constatado.
Segundo o Professor Miranda Correia (Univ. Minho) mais de 100 mil alunos com NEE continuam sem apoio especializado.
A nossa Minstra da Educação contraria este número, apontando para os 55 mil os casos de crianças referenciadas.
Independentemente de quem tem razão, eu pergunto: e as que ainda não estão referenciadas?!?
ou
e as que estão referenciadas, mas não têm professora ou educadora colocada no respectivo agrupamento?
Quanto tempo temos que esperar para que sejam cumpridos os prazos e se iniciem trabalhos?

Já alguém o disse e pensando bem, se calhar não era mau pensado...
E que tal se se pudesse "multar" o Ministério da Educação pelos seus consecutivos incumprimentos?
***

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Início de actividades

Já iniciámos algumas actividades!
As sessões de Comunicação Aumentativa e o infantário.

Tantas saudades que o Principezinho sentia de toda a gente...

Na primeira sessão de Comunicação Aumentativa não me ligou nenhuma: levei-o até à porta e ele nem olhou para trás, tal não era a vontade de entrar e estar com o JP e a equipa da UTAAC!

O dia de hoje é marcado pelo regresso ao infantário (ainda que em part-time).

Apesar de eu ter ficado por lá a manhã toda, o Principezinho mostrou como já está tão crescido!
A vontade de brincar com os colegas, com os jogos, com os carros, de dar beijos e festinhas à Nônô foram bem evidentes!
Nem sequer estranhou a sala! Sim, ele já está tão grande que já está na sala dos mais crescidos!
No período de tempo que me "escondi" dele também não me procurou.

E como "pièce-de-resistence" almoçou de tudo um pouco: sopinha (que andava a evitar, em casa) e massa com carne - sem estar passada!


Ah, pois é!
Para quem se engasga constantemente (até com comida passada) é um marco muito importante nesta história.

A sesta já foi em casa. Mas de qualquer forma, depois de um ano e meio sem frequentar o infantário o meio dia de hoje correu muiiiitíiissimo bem!

Está mesmo a crescer, o meu menino...

*


sábado, 13 de setembro de 2008

DEUS ESCOLHE...

DEUS ESCOLHE...
Para Mães e para quem tem coração de Mãe

DEUS escolhe a mãe da criança deficiente.

A maior parte das mulheres hoje em dia tornam-se mães por acidente, outras por escolha própria, outras por pressão social, outras por hábito.
Este ano quase 100 mil mulheres tornar-se-ão mães de crianças deficientes.

Já alguma vez pensou como as mães dos deficientes são escolhidas? Eu já! Uma vez visualizei Deus pairando sobre a terra, seleccionando o seu instrumento de propagação com grande carinho e compassividade. Enquanto Ele observava, Ele instruía os seus anjos a tomarem nota num grande livro:

Para Mariana Castro, um menino, anjo da guarda Mateus.
Para Cristina Vale, uma menina, anjo da guarda Cecilia.
Para Alexandra Dias, gémeos, anjo da guarda, mande o Gerard ele está acostumado com a profanidade.
Finalmente Ele passa um nome para um anjo, sorri e diz: Dê-lhe uma criança deficiente.

O anjo cheio de curiosidade pergunta: Porquê a ela Senhor? Ela é tão alegre...

Exactamente por isso. Como eu poderia dar uma criança deficiente a um mãe que não soubesse o valor de um sorriso? Seria cruel.

Mas será que ela terá paciência?

Eu não quero que ela tenha muita paciência, porque aí ela com certeza se afogaria no mar de auto-piedade e desespero. Logo que o choque e o ressentimento passar, ela saberá como se conduzir.

Senhor eu hoje estava a observá-la. Ela tem aquele forte sentimento de independência, ela terá que ensinar a criança a viver no seu mundo e não vai ser fácil. Além do mais Senhor, eu acho que ela nem acredita na sua existência.

DEUS sorri...

Não tem importância. Eu posso dar um jeito nisso. Ela é perfeita, possui o egoísmo no ponto certo.

Egoísmo?! E isso é por acaso uma virtude?

DEUS acenou um sim e acrescentou:

Se ela não se conseguir separar da criança de vez em quando, ela não sobreviverá. Sim, essa é uma das mulheres que eu abençoarei com uma criança menos perfeita. Ela ainda não faz ideia, mas será também muito invejada. Ela nunca irá admitir uma palavra não dita, nunca irá considerar um passo adiante, uma coisa comum. Quando a sua criança disser “MÃE” ela saberá que está a presenciar um milagre, quando descrever uma árvore ou um pôr do sol ao seu filho, verá como poucas já viram a minha obra. Eu permitirei que ela veja claramente coisas como: ignorância, crueldade, preconceito e vou ajudá-la a superar tudo. Ela nunca estará sozinha. Eu estarei ao seu lado cada minuto da sua vida, porque está a trabalhar junto comigo.

Bom está bem. E quem o Senhor está a pensar em mandar como anjo da guarda?

DEUS sorriu!

Dá-lhe um espelho, é o suficiente.




quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Parabéns a mim e a ti!



Faz hoje anos que nos tornámos madrinha e afilhado!


Como sei que para ti não há aniversário sem bolo, vim aqui deixar-te um.




És o afilhado MAI LINDO DO MUNDO!

Parabéns Cucu!

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Educação Especial (EE) & Intervenção Precoce (IP)

«Dialogar (dar voz aos diferentes protagonistas e intervenientes da acção educativa, num clima de aprendizagem compartilhada)»



Tendo como minhas principais preocupações a reabilitação física, a educação e a estabilidade emocional do Principezinho (uma vez que para a sua saúde não posso fazer mais), comecei a fazer os telefonemas habituais nesta altura do ano, para que não se atrase muito mais o início das actividades.


A Terapia Ocupacional (TO) só terá início na 3ª semana de Setembro (porque na próxima semana têm formação) e como o Serviço de Intervenção Precoce (SIP) ainda não recebeu a lista completa (dos meninos referenciados por outras entidades) que beneficiarão deste apoio, ainda não sabemos a carga horária que estará reservada para o Principezinho.

Quando falo em carga horária é uma dúvida entre uma a duas horas semanais de TO!
É muito pouco para as necessidades que ele tem, mas é o que se pode arranjar...

Relativamente à Educação...
Decidimos, depois de um consentimento receoso por parte da Pneumonologista, arriscar e levar o Principezinho ao seu infantário, de vez em quando, numa espécie de regime "part-time", porque é minha convicção que ele necessita de ter outros exemplos, de conviver com outros adultos e com mais crianças, de adquirir aptidões que eu não lhe consigo transmitir em casa, etc. E até porque ele já tem 4 anos e meio e já está a entrar numa idade muito próxima do pré-escolar, precisa habituar-se a uma rotina de "trabalho" (adaptado, obviamente!).

Esteja no infantário ou esteja em casa, tem direito a receber apoio por parte da equipa de IP ou EE do Ministério da Educação.
Só hoje consegui falar com a equipa de Educação Especial. Por acaso quem atendeu a minha primeira chamada foi a Educadora que seguiu o JM no ano passado. E transmitiu-me que tinha indicação que já não iria seguir as mesmas crianças por uma questão de organização das zonas dos agrupamentos de escolas. Contudo, a própria teria todo o interesse em continuar com as mesmas crianças.
Ainda liguei uma segunda vez para falar com a Coordenadora. As indicações foram dadas no sentido do que a educadora já me tinha dito...

É do meu interesse que o Principezinho tenha o máximo de estabilidade possível. Até porque nunca sabemos o tempo útil que ele terá para "aprender brincando", entre tanta instabilidade por motivos de saúde!

Por muito sociável, intuitivo e expressivo que ele seja, a entrada de uma nova pessoa para o seu meio social virá criar algumas desconfianças (que lhe são características e compreensíveis pelas suas experiências de vida). E isto virá atrasar todo o processo de aprendizagem que começou a ser feito anteriormente.

Quando a educadora M. soube que ía trabalhar com o meu filho iniciou uma fase de "conquista" aparecendo de vez em quando em determinado ambiente que lhe era familiar e seguro... Passado um tempo ele adoeceu muito e esteve internado 3 meses. Quando estabilizou o suficiente eu avisei-a e ela começou a dar apoio aqui em casa. Como ele já a conhecia pensámos que as coisas corressem mais facilmente, mas ele ainda demorou uns meses até deixar-se ficar sozinho na sala com ela!

Sendo agora atribuída outra educadora, quantos meses se perderão até ele aceitar trabalhar com outra pessoa?

Não é desconfiar do profissionalismo, nem a menosprezar as qualidades pedagógicas da pessoa, mas sim preocupar-me e questionar-me até que ponto esta situação será realmente benéfica para o meu filho.

Onde é que aqui está a ser aplicado um dos objectivos do DL 3/2008 que se baseia (supostamente) na estabilidade emocional?

Visto que a educadora do infantário concorda comigo e que ela expressará a sua opinião a quem de direito... ainda aguardo um telefonema para saber qual será efectivamente o desfecho desta "novela"!
*

domingo, 7 de setembro de 2008

Na estante do Cucu (4)


No seguimento do que a Madrinha comentou no último post, este é o livro que o Principezinho não dispensa à noite!

«Um livro especial, dedicado aos mais pequenos que conta uma bonita história de boa-noite, acompanhada por ilustrações coloridas, que brilham. Ideal para os pais lerem às crianças na hora de adormecer.»

E a intenção, quando comprei este livro, era realmente criar uma rotina que se impunha cada vez mais (uma vez que o Principezinho nunca gostou muito de dormir!!!).
Confesso que nunca esperei que ele gostasse tanto. Já experimentámos ler outras histórias, mas no final ele ri-se e olha para a mesinha de cabeceira (onde o livro está), como quem diz: "Ok, esta foi gira, mas agora lê a do costume".

E, assim como eu já a sei de cor, também ele antecipa cada frase e reage com gargalhadas nas suas partes favoritas, por exemplo: quando o Benji vai à procura do Ursinho na sala e vê o pai a dormir no sofá (e eu acrescento que o pai do Benji está a ressonar...), ou o auge da história que se passa quando finalmente o Benji encontra o Ursinho que, afinal estava aninhado debaixo dos lençóis à espera dele, assim como o Buddy Óscar espera pelo JM (Principezinho) todas as noites para dormir!


Título: Boa noite, Ursinho
Autor: Fátima Sobral
Editora: Impala

***