
OLÁ, EU SOU O JOÃO! Um dos pequenos grandes HERÓIS desta vida. Nasci saudável no seio de uma família que tem como alicerces o Amor e a Alegria. Com cerca de 1 ano de vida tive uma infecção por Adenovírus e depois de uma grave pneumonia, com sérias complicações sofri uma lesão cerebral (encefalopatia). Tudo isto, agora, resume-se em duas doenças pulmonares crónicas (Bronquiolite Obliterante e Bronquiectasias) e numa Paralisia Cerebral e Epilepsia...
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Avaliação

quarta-feira, 25 de junho de 2008
Desabafos
Podemos ser pessoas que se dão de coração e isso magoa!
Podemos relacionar-nos e isso magoa!
Podemos criar laços e isso magoa!
A alternativa é virarmos fortes, solitários e egoístas, e isso TAMBÉM magoa!
Por isso, por muito que nos magoem as relações, as pessoas, as circunstâncias é sempre melhor arriscar! Em alguma altura seremos magoados, mas no entretanto aconteceram milhares de outras coisas boas!
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Campo de trigo
É deliciosamente gratificante assistir às sementes de amizade que o nosso Principezinho vai semeando... aumentando assim o seu campo de trigo.O essencial é invisível para os olhos
«(...)Foi então que apareceu a raposa.
- Olá, bom dia! - disse a raposa.
- Olá, bom dia! - respondeu delicadamente o principezinho que se voltou mas não viu ninguém.
- Estou aqui - disse a voz - debaixo da macieira.
- Quem és tu? - perguntou o principezinho. - És bem bonita...
- Sou uma raposa - disse a raposa.
- Anda brincar comigo - pediu-lhe o principezinho. - Estou triste...
- Não posso ir brincar contigo - disse a raposa. - Não estou presa...
- AH! Então, desculpa! - disse o principezinho.
Mas pôs-se a pensar, a pensar, e acabou por perguntar:
- O que é que "estar preso" quer dizer?
- Vê-se logo que não és de cá - disse a raposa. - De que é que tu andas à procura?
- Ando à procura dos homens - disse o principezinho. - O que é que "estar preso" quer dizer?
- Os homens têm espingardas e passam o tempo a caçar - disse a raposa. - É uma grande maçada! E também fazem criação de galinhas! Aliás, na minha opinião, é a única coisa interessante que eles têm. Andas à procura de galinhas?
- Não - disse o principezinho. Ando à procura de amigos. O que é que "estar preso" quer dizer?
- É a única coisa que toda a gente se esqueceu - disse a raposa. - Quer dizer que se está ligado a alguém, que se criaram laços com alguém.
- Laços?
- Sim, laços - disse a raposa. - Ora vê: por enquanto, para mim, tu não és senão um rapazinho perfeitamente igual a outros cem mil rapazinhos. E eu não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Por enquanto, para ti, eu não sou senão uma raposa igual a outras cem mil raposas. Mas, se tu me prenderes a ti, passamos a precisar um do outro. Passas a ser único no mundo para mim. E, para ti, eu também passo a ser única no mundo...
- Parece-me que estou a começar a perceber - disse o principezinho. - Sabes, há uma certa flor...tenho a impressão que estou presa a ela...
- É bem possivel - disse a raposa. - Vê-se cada coisa cá na Terra...
- OH! Mas não é da Terra! - disse o principezinho.
A raposa pareceu ficar muito intrigada.
- Então, é noutro planeta?
- É.
- E nesse tal planeta há caçadores?
- Não.
- Começo a achar-lhe alguma graça...E galinhas?
- Não.
- Não há bela sem senão...- disse a raposa.
Mas a raposa voltou a insistir na sua ideia:
- Tenho uma vida terrivelmente monótona. Eu, caço galinhas e os homens, caçam-me a mim. As galinhas são todas iguais umas às outras e os homens são todos iguais uns aos outros. Por isso, às vezes, aborreço-me um bocado. Mas, se tu me prenderes a ti, a minha vida fica cheia de sol. Fico a conhecer uns passos diferentes de todos os outros passos. Os outros passos fazem-me fugir para debaixo da terra. Os teus hão-de chamar-me para fora da toca, como uma música. E depois, olha! Estás a ver, ali adiante, aqueles campos de trigo? Eu não como pão e, por isso, o trigo não me serve de nada. Os campos de trigo não me fazem lembrar de nada. E é uma triste coisa! Mas os teus cabelos são da cor do ouro. Então, quando eu estiver presa a ti, vai ser maravilhoso! Como o trigo é dourado, há-de fazer-me lembrar de ti. E hei-de gostar do barulho do vento a bater no trigo...
A raposa calou-se e ficou a olhar durante muito tempo para o principezinho.
- Por favor...Prende-me a ti! - acabou finalmente por dizer.
- Eu bem gostava - respondeu o principezinho - mas não tenho muito tempo. Tenho amigos para descobrir e uma data de coisas para conhecer...
- Só conhecemos as coisas que prendemos a nós - disse a raposa. - Os homens, agora, já não têm tempo para conhecer nada. Compram as coisas já feitas nos vendedores. Mas como não há vendedores de amigos, os homens já não têm amigos. Se queres um amigo, prende-me a ti!
- E o que é que é preciso fazer? - perguntou o principezinho.
- É preciso ter muita paciência. Primeiro, sentas-te um bocadinho afastado de mim, assim, em cima da relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não me dizes nada. A linguagem é uma fonte de mal entendidos. Mas todos os dias te podes sentar um bocadinho mais perto...
O principezinho voltou no dia seguinte.
- Era melhor teres vindo à mesma hora - disse a raposa. Se vieres, por exemplo, às quatro horas, às três, já eu começo a ser feliz. E quanto mais perto for da hora, mais feliz me sentirei. Às quatro em ponto já hei-de estar toda agitada e inquieta: é o preço da felicidade! Mas se chegares a uma hora qualquer, eu nunca saberei a que horas é que hei-de começar a arranjar o meu coração, a vesti-lo, a pô-lo bonito...São precisos rituais.
- O que é um ritual? - perguntou o principezinho.
- Também é uma coisa de que toda a gente se esqueceu - respondeu a raposa. - É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias e uma hora, diferente das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, têm um ritual, à quinta-feira, vão ao baile com as raparigas da aldeia. Assim, a quinta-feira é um dia maravilhoso. Eu posso ir passear para as vinhas. Se os caçadores fossem ao baile num dia qualquer, os dias eram todos iguais uns aos outros e eu nunca tinha férias.
Foi assim que o principezinho prendeu a raposa. E quando chegou a hora da despedida:
- Ai! - exclamou a raposa - ai que me vou pôr a chorar...
- A culpa é tua - disse o principezinho.- Eu bem não queria que te acontecesse mal nenhum, mas tu quiseste que eu te prendesse a mim...
- Pois quis - disse a raposa.
- Mas agora vais-te pôr a chorar! - disse o principezinho.
- Pois vou - disse a raposa.
- Então não ganhaste nada com isso!
- Ai isso é que ganhei! - disse a raposa. - Por causa da cor do trigo...
Depois acrescentou:
- Anda, vai ver outra vez as rosas. Vais perceber que a tua é única no mundo. Quando vieres ter comigo, dou-te um presente de despedida: conto-te um segredo.
O principezinho lá foi ver as rosas outra vez.
- Vocês não são nada parecidas com a minha rosa! Vocês ainda não são nada - disse-lhes ele. - Não há ninguém preso a vocês e vocês não estão presas a ninguém. Vocês são como a minha raposa era. Era uma raposa perfeitamente igual a outras cem mil raposas. Mas eu tornei-a minha amiga e, agora, ela é única no mundo.
E as rosas ficaram bastante incomodadas.
- Vocês são bonitas, mas vazias - ainda lhes disse o principezinho. - Não se pode morrer por vocês. Claro que, para um transeunte qualquer, a minha rosa é perfeitamente igual a vocês. Mas, sozinha, vale mais do que vocês todas juntas, porque foi a que eu reguei. Porque foi a ela que eu pus debaixo de uma redoma. Porque foi ela que eu abriguei com o biombo... Porque foi a ela que eu matei as lagartas (menos duas ou três, por causa das borboletas). Porque foi a ela que eu vi queixar-se, gabar-se e até, às vezes, calar-se. Porque ela é a minha rosa.
E então voltou para o pé da raposa e disse:
- Adeus...
- Adeus - disse a raposa. Vou-te contar o tal segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos...
- O essencial é invisível para os olhos - repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer.
- Foi o tempo que tu perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... - repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer.
- Os homens já se esqueceram desta verdade - disse a raposa. - Mas tu não te deves esquecer dela. Ficas responsável para todo o sempre por aquilo que está preso a ti. Tu és responsável pela tua rosa...
- Sou responsável pela minha rosa... - repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer.
(...)»
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Semana do Tapete na Rua
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Meu Netinho

Meu Sol de eterna doçura...
Meu enlevo aconchegado
Minha força da natura!
Só tu és a razão do meu viver!
Só tu dás, sentido à minha vida...
Partilho o teu sofrimento
Numa angústia desmedida!
Surgiste na nossa vida
Não, por acaso do destino!
Vieste com a "Nobre Missão"
dum Anjo feito menino...
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Sugestão Cultural: "Faísca"
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Médico novo... Esperança Zero...
Já há algum tempo que sentia necessidade de sermos acompanhados por um médico que fosse isento do nosso Hospital de referência.Porque o Principezinho é acompanhado neste hospital por diversas especialidades, mas já há 3 anos que não tem Pediatra... Alguém que se preocupe com o TODO e não apenas com o pormenor da sua respectiva especialidade (como tem vindo a acontecer).
Investiguei um pouco e descobri onde estava o médico que nos acompanhou no primeiro pior momento das nossas vidas: quando a pneumonia a adenovírus agudizou de tal forma que necessitou de ser ventilado (pela primeira vez). Foi este médico que "fez o transporte" do HSFX para HSM. Foi este o primeiro médico a ser verdadeiramente sincero connosco. Foi este o primeiro (ou talvez mesmo o único!) médico a mostrar bom-humor numa situação de crise: não um bom-humor sarcástico e ofensivo como muitos que querem ser tão "engraçadinhos" que só estragam tudo!!! Um bom-humor com piada... Que conseguiu aliviar uma situação delicada, sem ofender.
Hoje fomos, pela primeira vez, ao médico novo.
O Principezinho estava expectante, porque nós tinhamos dito que este novo médico era parecido com o Dr. House (que ele adora)! E assim que o viu, sorriu. Foi um bom sinal.
Apesar do médico já não se lembrar de nós (compreensível, pois já passaram 3 anos), ficou obviamente estupefacto com o breve resumo que fizémos da história e com a leitura dos relatórios médicos (de todos os internamentos).
Mostrou-se muito disponível e sincero, tal como esperávamos.
O que talvez não esperássemos (ou quisessemos ouvir!) seria a confirmação da gravidade da doença pulmonar do Principezinho e do pouco que podemos fazer.
É muito duro para uma mãe e para um pai ouvir isto. Mesmo apesar de já o sabermos... Afinal de contas, somos nós que vivemos com esta realidade. Somos nós os cuidadores, além de sermos pais. Mas não deixa de ser desesperador.
Pode ser que consigamos manter a esperança ou reforçá-la em cada sorriso ou cada olhar que o Principezinho nos dá!
O tempo o dirá...
sábado, 31 de maio de 2008
Sapiência
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Como vão as coisas...
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Um abraço do tamanho do mundo
Há dias em que me apetece (ainda mais) dar ao Cucu e à família dele um abraço do tamanho do mundo. Hoje é um desses dias!
Um grande grande Xi-coração.
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Todos Diferentes, Todos Iguais... menos no Bar Hawaii, Lisboa (!)
É com profunda tristeza que aqui publico este artigo do Correio da Manhã.Publicidade gratuita... Arraiolos!
Por ser palco de sentimentos e emoções...Porque são saudades da minha terra...
Não posso deixar de aconselhar a quem puder ir: visitem "O tapete está na rua", em Arraiolos, na semana de 06 a 15 de Junho 2008!
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Férias Serpentina
Venho por este meio divulgar um novo projecto: Férias Serpentina.São actividades didácticas, divertidas, adequadas às faixas etárias e muito diversificadas.
Férias Serpentina
email: ferias.serpentina@gmail.com
O projecto SERPENTINA vive do forte empenho em dar corpo a 4 profundas convicções:
OFICINAS EU QUERO SER...[10 - 14 ANOS] JULHO 2008
domingo, 11 de maio de 2008
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Ágape

Publicamos outros pedidos de ajuda
Porque sentimos as suas necessidades e porque lhes desejamos o melhor!
A conclusão principal de toda esta dissertação é:
A Caridade é altruísmo e compaixão, sem procurar algum tipo de reconhecimento ou recompensa.
Sem dúvida que este é um dos maiores valores que a minha mãe doou aos seus filhos e que eu espero, um dia, conseguir passar ao Principezinho!
segunda-feira, 5 de maio de 2008
O Sonho da Rita
quinta-feira, 1 de maio de 2008
A todos os meninos especiais
May the road rise to meet you.
May the wind be always at your back.
May the sun shine warm upon your face,
the rain fall soft upon your fields.
And until we meet again,
may God hold you in the palm of his hand.
terça-feira, 29 de abril de 2008
"Espíritos Evoluídos"





